Sebenta do Superior
sexta-feira, julho 02, 2004
 
Estudantes aprovaram moção de repúdio ao reitor da UC

Reunidos em Assembleia Magna quase três horas, os estudantes da Universidade de Coimbra debateram diversas questões, desde a actuação da reitoria da universidade ao actual momento político vivido no país.

Apesar de algumas intervenções que pouco contribuiram para a discussão, principalmente porque falavam de problemas já por todos conhecidos e não existiam propostas, os estudantes optaram por chumbar a moção que pedia a demissão do reitor Seabra Santos e preferiram aprovar um voto de repúdio à actuação da reitoria, por "não existir uma posição política da reitoria em relação à Lei de Financiamento vigente".

Para além desta medida, os estudantes aprovaram também uma moção em que se pedia eleições antecipadas, devido à saída de Durão Barroso do Governo, uma medida que demosntra que os estudantes não se preocupam apenas com o pagamento das propinas. Afinal o destino do país e do próprio sistema de ensino superior passa pelo elenco executivo.

Entre as principais moções apresentadas pela Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, destaca-se a consideração sobre a Lei de Bases da Educação, aprovada recentemente na Assembleia da República e que preocupa os estudantes, principalmente pelo facto de não ter sido consensual entre os vários partidos.

Mas para saber mais sobre a Assembleia Magna consultem o site do Jornal A CABRA, onde também têm acesso às moções apresentadas.
quinta-feira, julho 01, 2004
 
Magna em Coimbra

Vai ter início mais uma Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra. Os estudantes têm como principal preocupação a fixação de propinas na Universidade de Coimbra e pretendem definir as estratégias a adoptar.

O Jornal A CABRA e a RUC fazem o acompanhamento da assembleia. Para quem não pode estar presente, sempre é possível ter conhecimento do que se vai passando.

Está na hora...até já.


terça-feira, junho 29, 2004
 
O contra-ataque do reitor

Depois de toda a polémica em torno da fixação de propinas e a validade da votação por correspondência, o reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, deu uma entrevista ao Jornal Universitário de Coimbra - A CABRA, onde ataca a posição dos estudantes da UC e defende a necessidade de concorrer com as restantes instituições do país.

Vale a pena ler esta entrevista, podem consultá-la na última edição do Jornal A CABRA.
sexta-feira, junho 25, 2004
 
Veiga Simão coordena reestruturação do ensino superior

Veiga Simão, ex-ministro da educação, vai coordenar o Grupo de Missão que irá reestruturar o sistema de ensino superior. Veiga Simão, um dos autores do livro "Ensino Superior: Uma visão para a próxima década", é muito crítico em relação ao actual estado do ensino superior e defende a criação de um novo sistema de avaliação.

O Diário Económico fez uma entrevista ao antigo ministro da educação, onde este fala da importância de reorganizar o sistema de ensino superior.
quarta-feira, junho 23, 2004
 
Propina máxima aprovada

O Senado Universitário aprovou mesmo a propina máxima para o próximo ano lectivo, numa atitude que repudio. Se a justiça agora se pronunciar a favor da validade deste acto, ter-se-á registado um dos episódios mais denunciáveis da mandato do reitor Seabra Santos.
 
Estudantes de Coimbra invadem a reitoria

A invasão da reitoria pelos estudantes da Universidade de Coimbra, para impedir contagem dos votos por correspondência, iniciativa do reitor Seabra Santos. A notícia na edição de hoje do jornal "Público".

«Estudantes da UC Invadiram Reitoria para Impedir Contagem dos Votos
Por ANA LUÍSA BARROSO
Quarta-feira, 23 de Junho de 2004

Cerca de três dezenas de estudantes da Universidade de Coimbra (UC) invadiram ontem a Sala das Congregações da Reitoria, com o intuito de impedir o escrutínio dos votos por correspondência relativos à proposta do valor das propinas para o próximo ano lectivo, apresentada pela reitoria. No entanto, a acção não impediu o escrutínio, entretanto transferido para outro local que não foi revelado aos alunos.

Os senadores que participaram nesta votação aprovaram a fixação do valor máximo legal. A decisão só será, contudo, válida depois de o Tribunal Administrativo (TA) se pronunciar quanto à legalidade da votação, uma vez que a Associação Académica de Coimbra (AAC) intentou uma providência cautelar com vista ao impedimento do voto por correspondência, o que foi acolhido pelo TA, que determinou a suspensão provisória da votação.

Ainda assim, a reitoria decidiu proceder à contagem dos votos recebidos que, mesmo não sendo da totalidade dos membros senadores, correspondem, de acordo com uma nota da UC, a um número "superior ao quorum do Senado", 37 ao todo. Destes, 35 foram a favor da proposta e dois considerados nulos.

Caso o TA se pronuncie favoravelmente à votação por correspondência, a aprovação do valor das propinas é imediatamente considerada válida. Caso o acto seja considerado inválido, a "reitoria respeitará, obviamente, as decisões do Tribunal", lê-se na mesma nota.

E foi precisamente a decisão do reitor, Seabra Santos, de proceder à contagem dos votos mesmo com a votaçãosuspensa pelo TA, que levou os estudantes a invadirem, perto das 10h00, a Sala das Congregações, onde foi colocada uma faixa onde se lia "Reitoria fora da Lei".

"Foi feito um escrutínio no qual podem estar a faltar os votos daqueles que não participaram por terem acatado a decisão" do TA, alertava, ao início da tarde, o presidente da AAC, Miguel Duarte, explicando que a ocupação daquela sala da reitoria serviu para os estudantes "marcarem uma posição" e exigirem o cumprimento do despacho do tribunal, que, "embora seja temporário, existe".

"Estamos quase a ser os polícias do tribunal", lamentava Miguel Duarte.

Por seu lado, a reitoria da UC, que defendeu, mais uma vez, a "coesão universitária e a gestão democrática e participada", considerou que os estudantes utilizaram métodos "ilegítimos, ilegais e anti-democráticos". Os estudantes só abandonaram a reitoria cerca das 19h30, hora a que acabou uma reunião de mais de uma hora entre estes e Seabra Santos.»
terça-feira, junho 22, 2004
 
Um reitor subjugado

Um dos episódios mais indignos de que me lembro na Universidade de Coimbra, aquele que se desenrolou durante a tarde de hoje envolvendo ainda a votação da propina máxima para o próximo ano lectivo e a actuação de um (mais uma vez desapontante Seabra Santos). Podem aprofundar o vosso conhecimento sobre o que sucedeu, na CABRA.NET. A mim já me faltam as palavras para definir um reitor que cada vez mais se subjuga aos interesses de um Governo e de uma política para o Ensino Superior que repudia no discurso interno mas que assume na sua postura exterior.
 
Ministra contra a criação de quotas

E novamente a proposta de criação de quotas para homens nas faculdade de Medicina a dar cartas. Maria da Graça Carvalho, ministra da Ciência e Ensino Superior manifesta-se contra a ideia lançada pelo presidente do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Podem ler a rara claridade de ideia de Graça Carvalho neste edição do Diário Económico.

 
Senado convocado para votar propina máxima

Afinal confirmaram-se as suspeitas. Seabra Santos convocou mesmo o Senado para hoje de manhã, estando prevista a votação do valor máximo da propina para o próximo ano lectivo. Vários estudantes-senadores invadiram a Reitoria e esperam agora por novos desenvolvimentos. A CABRA.NET e a RUC estão a acompanhar a par e passo esta situação
 
Futuro da ciência é preocupante

o actual governo, liderado por Durão Barroso, optou por juntar o Ensino Superior e a Ciência num mesmo ministério. Previa-se um maior investimento na área da Ciência, mas verifica-se precisamente o contrário. As notícias sugerem que o programa "Ciência Viva", da responsabilidade do ex-ministro socialista Mariano Gago, foi abandonado pelo actual executivo. Uma atitude de grande irresponsabilidade política, uma vez que as áreas científicas parecem estar cada vez mais debilitadas. Em Coimbra, noticia o jornal "Público" de hoje, debateu-se esta questão...


«Preocupação pelo Futuro do Ciência Viva Debatida em Coimbra
Terça-feira, 22 de Junho de 2004

"Há actualmente, em Portugal, um divórcio grave entre escola e ciência", alertou, ontem o físico Carlos Fiolhais, no debate "Prioridade à Cultura Científica", que decorreu na Universidade de Coimbra e visou debater os meios de divulgação da ciência. Este foi o segundo debate de um ciclo organizado pelo Conselho dos Laboratórios Associados, com o alto patrocínio do Presidente da República.

A frase foi retirada por Fiolhais de um livro do director científico da Cité des Sciences-La Villette (Paris), Paul Caro, o principal orador do debate. Adaptada a Portugal, serviu para o físico lamentar o que considera ser um "estragulamento" do programa Ciência Viva, criado com o objectivo de divulgar a ciência nas escolas e considerado por Mariano Gago - ministro da Ciência e da Tecnologia à data em que o projecto foi criado, em 1996 - como "um dos projectos mais importantes de toda a Europa."

Esta preocupação foi, aliás, secundada por grande parte dos intervenientes, que se mostrou reticente quanto à diminuição da acção deste programa que, em cinco anos, levou ao envolvimento de cerca de 400 mil jovens do ensino básico e secundário. Segundo António Firmino da Costa, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, permitiu a descentralização da divulgação científica.

E apesar de ter havido quem, no período de debate, questionasse a existência de uma cultura apenas científica, todos concordaram com os meios de divulgação da ciência apontados por Paul Caro: "Em locais dedicados, como museus, em festas destinadas à ciência, através de visitas, de observação, da realização de debates públicos com a presença de investigadores e de acções escolares, como o Ciência Viva", apontou o director de La Villette.

"O Ciência Viva tem sido elogiado de tal forma que parece-me que estamos perante um defunto. Espero que não, porque as sementes estão lançadas", concluiu o físico Dias Urbano, um dos membros da assistência. Ana Luísa Barroso»